terça-feira, 18 de junho de 2013

18 Motoneve - Lages - SC - 12, 13 e 14 de julho de 2013




Definida programação musical do XVIII Motoneve, que ficará assim, Sextaúcha, show de danças gaúchas e bailão gaúcho até a meia-noite (nossa cultura), Sábado Rock, 7 bandas a partir de 14 horas até a meia-noite, todos os estilos em um só dia em comemoração ao dia internacional do Rock e finalizando, para os lageanos, o Domingoneja, com três bandas encerrando com sertanejo motociclista. Além disso, é claro, domingo Campeonato Sul Brasileiro de wheeilng, os maiores feras estarão conosco mostrando tudo o que sabem fazer em cima de uma moto. Show com globo da Morte, Freestyle e dinamômetro durante os três dias. Valor do ingresso, R$ 10,00, paga somente uma vez e serve para todos os dias. Grande feira de produtos, além de praça de alimentação bem diversificada. A grande novidade será o transporte ao motociclistas que quiserem beber, até seus hotéis, em nossa van, se necessário, a moto ficará guardada em barracão trancado com segurança, tudo isso para garantir a diversão de todos que vierem ao evento. Só para lembrar, pinhão e quentão 0800 durante os dias do evento... Esperamos vocês aqui, venham passar frio conosco..., afinal não é qualquer evento que faz 18 anos, é a maturidade chegando.

Contato : www.cialiberdade.com.br


Local:

Teste Yamaha XT 1200Z SUPER TÉNÉRÉ, um mês ao guidão - Parte 7


A fase final de nosso UM MÊS AO GUIDÃO com a Yamaha XT 1200Z Super Ténéré ficou a cargo de Alberto Trivellato, nosso tradicional colaborador nestas avaliações e que, como já mencionamos anteriormente, é dono de uma BMW R 1200 GS Adventure, a rivalíssima desta maxitrail da Yamaha. Aliás, Alberto teve várias GS, mais exatamente quatro (três 1100 e uma 1150), de gerações anteriores à de sua moto atual, e portanto é não apenas conhecedor do modelo mas também testemunha da evolução da moto alemã, verdadeiro ícone do segmento.

O ideal teria sido que Alberto pudesse rodar ao menos uns 600 km no lombo da Yamaha, realizando seu percurso padrão de fins de semana de lazer, de São Paulo a Parati no estado do Rio de Janeiro, e respectiva volta. Tal roteiro mistura boas rodovias, serra e até trechos off-road. Infelizmente esta programação não foi possível, mas os quase 300 km rodados pelo colaborador com a Super Ténéré, dos quais dois terços por estradas, lhe deram a possibilidade de nos oferecer o seguinte relato:



“Antes de rodar com a Yamaha Super Ténéré gastei um bom tempo observando-a, já que não é uma moto muito comum de ser ver por aí. Ela é grande, tem um bom porte e é bonita. Mas o acabamento deixa a desejar, um pouco por conta do uso de diversas texturas e cores – prata, azul, amarelo, preto… há confusão. Ela transmite modernidade, mas acho que com um pouco de exagero, soluções não convencionais e esteticamente estranhas. Um exemplo disso é a proteção contra o calor do escape. O uso dos opcionais pioraram um pouco mais o efeito visual, o mais estranho de todos eles é o acionamento das manoplas aquecidas e o interruptor dos faróis auxiliares, parecem artigos de baixa qualidade, ‘ching ling’. O protetor do farol realmente não ajuda a eficiência do farol duplo. Não gostei também dos cabos do acelerador que invadem o campo visual quando se olha o painel de instrumentos. Já o para-brisa tem regulagem pouco prática.”.

Da observação estática Alberto passou à prática, e não foi exatamente boa sua primeira impressão: “Comecei rodando na cidade e confesso que achei o motor meio chôcho, parecendo mais um 900 do que um 1200cc !!! Passando o modo de gestão da potência de “Sport” para “Touring” a coisa então ficou pior, e apenas justifica-se usar esse modo, que deixa a resposta ao acelerador mais branda, se o piloto estiver passeando tranquilamente ou piso estiver muito escorregadio, porém para isso há o controle de tração. Rodando na cidade as bolsas laterais, apesar de grandes, são altas e é fácil se acostumar com seu volume, e no trânsito realmente não chegaram a me incomodar.  Por conta das muitas irregularidades do piso paulistano, ficou claro para mim que o conjunto de suspensão, macio e com grande curso, está bem ajustado. Apesar da frente mergulhar em freadas bruscas não há desequilíbrio nem incômodo. A suspensão traseira é gostosa e engole bem as irregularidades da pavimentação, e mesmo quando propositalmente acelerei forte em piso irregular a suspensão trabalhou bem e o controle de tração não teve muito ‘trabalho’. Os freios trazem boa impressão e eficiência compatível, só deixando a desejar – como veria depois – em velocidades muito altas. Me chamou a atenção a boa geometria da dianteira, que não deixa o guidão pesado mesmo em manobras lentas, além de oferecer boa estabilidade direcional. As mudanças de trajetórias são sempre realizadas de maneira progressiva e suave. É um ponto positivo este, pouco comum nas motos desta categoria que tenho testado ultimamente. E esse bom comportamento da dianteira ganha importância quando se verifica que o desgaste do pneu dianteiro, já acentuado, não favoreceria este bom comportamento. Outro ponto positivo da Super Ténéré é o funcionamento do conjunto cardã-diferencial-câmbio. Apesar do grande curso do pedal de marchas o sistema é silencioso, e quem está acostumado com as BMW, mais ruidosas neste item, ficará agradávelmente surprendido como eu fiquei! Os engates são precisos e sem jogo, e na aceleração e desaceleração não há nenhuma folga que gere ruídos ou trancos. Durante o uso na cidade aconteceram eventuais ‘estouros’ na caixa do filtro de ar. Gasolina ruim? Pode ter sido isso uma vez que não havia relato anterior sobre esse inconveniente.”



Da cidade Alberto foi para a boa rodovia dos Bandeirantes, mais exatamente à Indaiatuba, um ‘bate e volta’ noturno de cerca 180 km: “A subida de rotações do motor decepciona pois na metade do contagiro, lá pelos 4 mil rpm a impressão é que a rotação vai subir liso e rápido. Engano, pois após a ‘animadinha’ a progressão cessa e é na estrada que se nota melhor esta característica. No abre e fecha do acelerador em velocidade elevada, o ruído do motor muda mas não há uma grande ‘pegada’. O torque característico do motor da big trail está muito espalhado, sem nenhum pico de potência. Eu preferiria que houvesse um pouco mais de emoção, ao menos na alta rotação. Em velocidades próximas da máxima o ronco característico vindo da caixa do filtro de ar fica bastante audível na zona sem turbulência logo atrás do para-brisa.”



Apesar de frustrado com o caráter “morno” do bicilindro da Super Ténéré, o colaborador se surpreendeu positivamente com a Yamaha nesta viagem: “Chama a atenção a boa ergonomia e a estabilidade. A moto se mantém firme nas mudança de pisos,  quando se passam as marchas de modo rápido e mantém trajetórias com rigor. Creio que as suspensões desta Yamaha trabalhem igual ou melhor do que a moto que é minha referência, a BMW R 1200 GS Adventure ano 2008 que tenho na garagem. E como todos comentaram, o farol principal, duplo, tem iluminação prejudicada pela proteção de acrílico opcional. Salvam os faróis auxiliares que tem luz forte e com foco bem definido. Rodando perto da faixa vermelha do contagiro a vibração do motor não chega a incomodar, mas notei que basta encostar os pés nas laterais do chassi para perceber que são as pedaleiras o ótimo ‘filtro’ das vibrações, que também não alcançam o guidão. Já na transmissão surge uma leve vibração no retrocesso do motor, bem sutil. De fato, neste uso rodoviário, farol fraco e motor idem à parte, a única coisa incômoda foi a manopla esquerda virando, uma bobagem mas chatinha. Mas reafirmo o grande ponto positivo desta moto, que é a estabilidade que a faz praticamente andar sozinha. Fiquei procurando uma condição na qual ela apresentaria alguma reação ruim, tipo na turbulência ao ultrapassar um caminhão com velocidade alta e… nada, ela pouco balançou. Quanto ao aspecto aerodinâmico, para mim faltou maior área de proteção nas manoplas e a bolha, apesar de grande exige um posicionamento preciso. Qualquer deslocamento lateral da cabeça joga turbulência no capacete. Só me acertei ficando levemente encolhido atrás da bolha.”



Na chegada a SP, um susto: o combustível pareceu que iria acabar: “Haviam me avisado que o mostrador do nível da gasolina cai de uma vez quando passa da metade. De cerca de um quarto até chegar na reserva foi muito rápido, pensei que ia ficar a pé na estrada! O tanque de 23 litros para uma moto que bebe como ela – comigo fez sempre menos de 10 km/l – é um ponto onde efetivamente a Yamaha perde da BMW. Outro ponto muito negativo foi a falta de praticidade para utilizar os recursos do computador de bordo, que exige deslocar a mão do guidão e achar o botão certo pois há dois, próximos e idênticos. Um para o computador, outro para o hodômetro total e parciais. O painel é bem legível mas as informacões importantes deveriam ter maior destaque e senti falta de um indicador de marchas. Um aspecto excelente é o banco, muito agradável. Enfim, ao compará-la com a BMW depois deste rápido mas intenso convívio, considero que a XT 1200Z tem um excelente conjunto, mas pelos acabamento inferior e características específicas, como a menor potência, deveria custar menos.”



O relato de Alberto encerra a bateria de condutores que se revezaram ao guidão da Super Ténéré. E como sempre, foi com este nosso exigente colaborador de mão pesada que a Super Ténéré registrou o recorde negativo de consumo: escandalosos 8,45 km/l para um trecho de cerca 100 km de estradas, de Indaiatuba a SP. Convenhamos, o colaborador extraiu o sumo da Super Ténéré… Na sexta, o resumão destes 31 dias de avaliação. Não perca!



Continua - (ultima parte será postado na sexta feira)
Fonte: Revista M.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Teste Yamaha XT 1200Z SUPER TÉNÉRÉ, um mês ao guidão - Parte 6




Na sexta parte do nosso teste de UM MÊS AO GUIDÃO, quem assumiu o guidão da Super Ténéré foi o fotógrafo Gustavo Epifânio, que além da paixão pela fotografia, é fã assumido das motos trail, sejam elas pequenas ou grandes como a “Super”.

Dos 226 km rodados por Gustavo, 180 km foram em estrada e 46 na cidade. Em uma tranquila viagem a Indaiatuba, interior de São Paulo, nosso fotógrafo alcançou a ótima média de consumo de 20,5 km/l, marca esta que é o recorde da Super Ténéré desde o início da avaliação (a melhor marca anterior era de 16,95 km/l). Qual a mágica? Gustavo explica: “O que ocasionou esse baixo consumo foi a constância na aceleração. Mantive a velocidade sempre na casa dos 110 km e,  além disso, fiquei atento ao dosar de maneira gradual o acelerador. Tanto nas arrancadas quanto nas retomadas usei o acelerador de modo progressivo”. Sem mistério: o colaborador aplicou a receita clássica da economia, deixando o motor trabalhar de maneira a suave, permitindo à moto ganhar velocidade abrindo o mínimo o comando do acelerador, além de manter velocidade contida. Gustavo complementou: “apesar do poder do motor de 1.200 cc da Super Ténéré  me permitir levá-la a mais de 200 km/h, gosto de viajar tranquilo, e como não tinha um horário à cumprir decidi curtir o conforto que moto oferece na estrada, sem estresse”.



Além da boa proteção contra o vento oferecida pelo para-brisa – maior na unidade testada por se tratar de um acessório opcional –, Gustavo teceu elogios ao painel de instrumentos, sobretudo a sua iluminação. “O fato de na volta de Indaiatuba ter viajado durante o período noturno possibilitou que eu notasse o quanto ele é legível e prático. Achei-o completo, apenas senti falta de um botão junto ao punho de luz, para as funções do computador de bordo, que informa o consumo instantâneo, e consumo médio e a temperatura do líquido refrigerante e do ambiente.”

Graças a viagem noturna de Gustavo Epifanio, ele também pôde avaliar o poder de iluminação da maxitrail da Yamaha. E ele foi mais um a criticar a potência do farol duplo e elogiar os faróis auxiliares. “Se eu tivesse um moto como essa também instalaria o par suplementar. Em alguns momentos o farol original deixa a desejar.” E foi esta insatisfação com a iluminação de uma moto que, em princípio, tem nas viagens sua especialidade que fez Gustavo observar mais atentamente o conjunto ótico da Super Ténéré e… bingo! Nosso atento fotógrafo descobriu que na proteção acrílica instalada pela fábrica na unidade testada, há uma pequena, quase imperceptível, inscrição: “for off-road use only”. Ou seja, a proteção é feita para uso específico em fora de estrada, e portanto deve comprometer a eficiência do farol em situações normais de uso. O quanto? Saberemos logo, pois ela será retirada para a fase final do teste



Outro questionamento levantado por Gustavo Epifanio teve como alvo o sistema que trava as malas laterais em seus encaixes.  Segundo Gustavo o sistema é bem projetado e funcional, mas a exposição à sujeira – chuva, fuligem, poeira ou terra – torna o funcionamento das tais travas difícil de operar. Feitas de material plástico, rígido, Gustavo considerou que se a moto for utilizada na terra ou lama o dono terá problemas para acionar o mecanismo. Além disso, o revestimento exterior de alumínio é frágil, fácil de amassar e riscar.




Sob a lateral esquerda está o radaidor

Gustavo, que pilota motos há mais de 25 anos, também chamou atenção para o calor direcionado para a perna esquerda quando a ventoinha é acionada. Segundo ele, o ar quente não foi causa de grande incômodo, já que durante sua avaliação da maxitrail a temperatura ambiente não estava elevada, mas a coisa pode mudar de figura em dias quentes ou em regiões com temperatura altas.



O radiador é pequeno para um motor 1.200cc

Questionado se compraria ou não o modelo da Yamaha, Gustavo foi curto e grosso: “Com os R$ 59.900 cobrados por ela – sem opcionais como as malas laterias, faróis auxiliares e etc. –, eu preferiria comprar um modelo de menor cilindrada, talvez mais equipada, por menos dinheiro.” Pois é: para Gustavo a Super Tenéré é Super demais, e sua satisfação com uma moto menor e mais ágil seria maior. Mas nem todos pensam assim e, para o derradeiro final de semana com a Yamaha, chamamos um colaborador que no currículo tem vários anos de guidão e… vários anos de várias BMW R 1200 GS, a rivalíssima da Super Ténéré. Veremos o que ele dirá…






Continua - (será postado amanha)
Fonte: Revista M.

domingo, 16 de junho de 2013

Bom domingo Rider's - O que é viajar de moto?





Viajar de moto é uma das experiências mais fascinantes que se pode ter nessa vida. Quem não tem o coração de motociclista, provavelmente nunca entenderá o porquê. Mas até mesmo eu, às vezes, fico me perguntando, afinal, por que é tão bom assim? Não tenho respostas, só alguns pensamentos.

Em primeiro lugar, viajar de moto evoca sentimentos de tempos e realidades muito distantes de nós; é como se nos transportássemos para outra época e, de repente, lá estamos nós com nossa armadura, baixando a viseira de nosso elmo, preparados para uma missão distante e desafiadora. Viajar de moto é estar em movimento, é deixar a monotonia. A casa, o trabalho, nossa cidade, tudo fica para trás e seguimos adiante rumo ao desconhecido, mesmo que seja apenas a cidadezinha turística pouco distante.

Viajar de moto nos coloca em contato com uma outra vivência de relacionamentos, não há chefe, nem subordinados e clientes, apenas amigos e companheiros. E nenhum deles é melhor do que o outro, ninguém está competindo, somente compartilhando.

Todas as matérias estudadas em uma sala de aula são experimentadas, a matemática está ali o tempo todo: são retas, curvas, tangências, ângulos, 100, 120, 140km/h. A física então, nem se fala: inércia, aceleração, movimentos retilíneos uniformes (ou não), calor, frio... Porque isso não parecia interessante na sala de aula? A prática é muito melhor, intensa e verdadeira que a teoria.

A geografia e a biologia também são matérias sempre presentes em vales, montanhas, serras, colinas, rios, desertos, cachoeiras, animais, pássaros.

Até mesmo a história, seja dos lugares ou das pessoas que encontramos, acaba nos atraindo. O português não fica de fora e nem limitado à leitura de algumas placas; viagem de moto combina com histórias, contos, música e, claro, com o coração; tudo inserido em longas conversas e não circunscritas a aulas, cadernos, livros e horários.

Coisas como liberdade, respeito, responsabilidade, solidariedade, são sempre presentes. Até mesmo nosso contato com o Criador é estimulado; nossa mente viaja também, medita, contempla. Diante de todas estas
experiências olhamos para o dom maravilhoso que nos foi dado, a vida, e para aquele que nos deu tudo isso e somos levados a dizer, ainda que sem palavras: "muito obrigado".

Somos pequenos perante a força do Criador, mas grandes nos sentimentos propiciados pelas suas criações.

Somos motociclistas de viagem



Autor: desconhecido

sábado, 15 de junho de 2013

Suzuki Gladius Vs Kawasaki ER-6





A seção “Testando Limites” de junho colocou na pista a Suzuki Gladius 650, recém-lançada no Brasil, e sua concorrente direta Kawasaki ER-6. As duas são parte de um segmento ainda pouco explorado no Brasil: o das 600 de 2 cilindros, que aliam bom desempenho urbano e performance estimulante nos momentos de lazer. Na pista, elas passaram por testes de agilidade e velocidade nas mãos do piloto Leandro Mello. Quem se deu melhor? Veja o vídeo e descubra:




 Suzuki Gladius 650





 Kawasaki ER-6




Fonte: Revista Duas Rodas

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Teste Yamaha XT 1200Z SUPER TÉNÉRÉ, um mês ao guidão - Parte 5




Attilio Baroni estava com muita vontade de rodar com a Super Ténéré e para ele reservamos um período especial, o fim de semana precedido pelo feriado de Corpus Christi. Deste modo o colaborador teve tempo de submeter a grande Yamaha a todas as condições de uso possíveis.

Em exatos 909 km rodados, mais da metade em rodovia, Attilio, segundo ele mesmo, fez de tudo. Andou na cidade, andou na estrada, foi de São Paulo à Campos de Jordão, levando a Super Ténéré a 1.700 metros acima do nível do mar e, na sequência, “despencou” rumo ao litoral, mais exatamente para a cidade de Santos. Rodou bastante na chuva, inclusive à noite, e assim pode conhecer à fundo a aventureira japonesa.



Attilio conta como foi seu contato com a Super Ténéré: “No feriado fui a Campos do Jordão e logo de cara percebi que esta Yamaha tem uma ergonomia muito bem estudada. Na verdade entendo que ela tem um projeto ‘matador’ onde nada foi deixado ao acaso, fazendo jus à grande experiência da marca neste tipo de moto.  Aliás, como ela atrai! Bastava parar para alguém vir comentar, querer saber mais, ou lembrar das Ténéré de outras épocas. Nesta Yamaha o guidão, banco, posição das pedaleiras, protetividade do para-brisa, comandos em geral, tudo colabora para o conforto e bom domínio da moto. Tomei chuva na estrada e pouco me molhei, estava frio e não precisei me agasalhar exageradamente já que a vocação estradeira dessa moto fez os projetistas pensar em detalhes importantes, como o bom desenho dos protetores de mão, do para-brisa e dos defletores nas laterais do painel. Estes dois últimos são opcionais importantes, o para-brisa é maior que o de série, e fazem a diferença na estrada. Quanto ao comportamento dinâmico achei a moto irrepreensível.




Pneu dianteiro: já perto da hora da troca

Faz curva como uma esportiva apesar do pneu dianteiro já ter vivido dias melhores. A tortuosa estrada que leva a Campos de Jordão está com o asfalto novinho e ali pude sentir a excelente capacidade desta volumosa moto se comportar como se fosse menor. Ela é surpreendentemente ágil e obedece de maneira fácil aos comandos. O comportamento do motor é curioso pois até 3-3,5 mil rpm, parece áspero, vibrante. Depois disso fica suave até os 6-6,5 mil quando volta a vibrar. Mas isso em vez de ser problema considerei característica. De fato na estrada ela em última marcha mantém 120 km/h a cerca de 3.700 rpm quando o motor está bem redondo.”



Da serra da Mantiqueira, Attilio passou à outra serra, a do Mar, para descer à Santos, mas antes rodou em na capital paulista, esvaziada pelo feriado. “No uso urbano seria melhor se a Super Ténéré tivesse um câmbio mais macio. Não é que seja ruim, mas os engates não são uma ‘manteiga’. Apesar disso ela é uma moto fácil de levar mesmo com a grande largura do guidão e do peso não exatamente baixo. Com as malas laterais, ela não é tão larga à ponto de comprometer seu uso urbano. As suspensões na esburacada cidade se mostraram ótimas, com boa capacidade de absorção das irregularidades e detalhes importantes como a visibilidade através dos espelhos retrovisores. Quando fui a Santos, aproveitei mais as malas laterais e percebi a razoável capacidade do bagageiro, pleno de pontos de amarração. Mesmo com garupa o comportamento da Super Ténéré se manteve ótimo em curva, com estabilidade irrepreensível e excelente sensação de segurança. E falando nisso, que freios! Apesar do pedal traseiro ser meio esquisito, para dentro, a atuação deles é muito boa. 



Farol: poderia ser mais potente.

Attilio conclui seu depoimento falando do que não gostou: “O farol é ruim, pior o baixo que o alto na minha opinião, mas que não condiz com o padrão desta moto. Uma aventureira deve ser superior neste item. Os faróis auxiliares são bons, mas o principal deveria ser, sozinho, suficiente. E não é. O consumo é também um ponto meio crítico. Está certo que ela é grande e pesada, mas mesmo usando o modo de potência mais brando, o melhor que consegui foi 16,95 km/l, número que com pressa cai facilmente para perto dos 13 km/l. No entanto isso não derruba o mérito dessa moto, difícil de superar quando o assunto é viajar sem escolher muito o caminho. Rodei um pouco na terra e percebi o quanto ela ‘pede’ para ser pilotada em pé, e como a ergonomia é acertada para este tipo de tocada, com os joelhos bem encaixados, o guidão à mão e o comportamento equilibrado que a caracteriza prevalecendo. Outro recurso ótimo é o controle de tração, que especialmente na chuva ou na terra molhada ajuda muito, até mesmo piscologicamente.”



E de Attilio a Super Ténéré passará às mãos de outro colaborador, a ser selecionado entre a verdadeira legião de colaboradores que, por curiosidade ou admiração pelo modelo, se candidataram a agarrar o grande guidão desta Yamaha.



Continua - (será postado na segunda feira)
Fonte: Revista M.

Bom final de semana Rider's



Porque ser Motociclista não é ter uma moto na garagem e andar dentro da cidade. Andar de moto é pegar a estrada, conhecer pessoas, fazer amizades, conhecer lugares, ir aos encontros por menor que eles sejam, o que vale é a experiencia de vida e a historia que você terá para contar aos seus filhos, muitos vão te chamar de louco, mas só você sabe que isso não tem valor, que isso que realmente faz você ver o que é viver! Vamos pegar a estrada!

Bom final de semana à todos que vão pega a estrada, equipe-se, faça revisões necessárias antes de sair e boa viagem!

Equipe Rabo Duro Brothers Road

quinta-feira, 13 de junho de 2013

2ª Feijoada MC CANO QUENTE - Jaraguá do Sul/SC - 15 de junho de 2013 - a partir das 11h





Almoço no Sábado dia 15 de Junho. 2ª Grandiosa Feijoada do Motoclube Cano Quente.

Almoço completo, servido a partir das 11 horas.

R$ 15,00 - Venda de tickets antecipados com os integrantes.

Local do almoço: Sede do MC Cano Quente.


Local:


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Teste Yamaha XT 1200Z SUPER TÉNÉRÉ, um mês ao guidão - Parte 4




Mesmo em uma semana chuvosa na capital paulista e ainda por cima reduzida por conta do feriadão de Corpus Christi, a Yamaha XT 1200Z Super Ténéré não ficou parada, arranjando um “cliente” para seu guidão, um dos mais disputados desde que iniciamos nossos “UM MÊS AO GUIDÃO” em janeiro passado. E foi ele, nosso mecânico-colaborador Decino de Oliveira a levar a XT 1200Z a uma curta mas reveladora viagem até o interior paulista, mais exatamente à cidade de Louveira. Decino rodou menos de 200 km mas não foi este seu primeiro contato com a XT 1200Z, claro, uma vez que além de ter entre seus clientes da oficina Moto-Hobby alguns donos da aventureira japonesa, o colaborador participou da viagem-teste da Super Ténéré com a Kawasaki Versys 1000 e a Honda XL 700V Transalp, publicada na edição 198 de MOTO (junho/2011). Aliás, era esta mesma unidade por sinal, e que agora já mostra mais de 22 mil km rodados.



A transmissão final por cardã: ponto alto

E é por aí que Decino começa, comentando a longevidade que este modelo pode ter, se bem cuidado, claro: “essa quilometragem não é nada para uma XT 1200Z, de motor grande, robusto, transmissão final por cardã praticamente isenta de manutenção, um chassi forte e suspensões superdimensionadas. Essa moto é daquelas que exigem muita malvadeza do dono para dar problema. Sob este aspecto da resistência o trecho que fiz com ela é insignificante. Fui e voltei à Louveira pela Via Anhanguera, rodovia bem asfaltada e que no seu trecho próximo a São Paulo é bastante sinuosa, uma delícia de encarar com uma moto boa de curva. E é o caso, pois a Super Ténéré engole uma depois da outra, pedindo mais. Aliás, o acelerador é daqueles que enganam, pois em um piscar de olhos se lê 180-190 km/h no velocímetro que, juro, não se percebem. É uma moto sólida, grudada no chão.”



Faróis auxiliares e para-brisa, destaques.

Apesar de estar com um pneu dianteiro em vias de dizer adeus, o colaborador exalta o comportamento preciso desta Yamaha. “A Super Ténéré é uma moto que transmite segurança pela resposta do motor, dos freios e da parte ciclística em geral. A posição de pilotagem para mim é das melhores e minha acompanhante disse que essa é uma das motos mais confortáveis em que andou. Os seja, se a idéia é uma moto para viajar, a Super Ténéré é uma candidata ao pódio. Talvez pelo seu tamanho ela intimide quem não seja tão alto ou não se considere muito hábil ou forte, mas eu acho que ela é fácil. Também as manobras de garagem não são complicadas e eu, com o banco na posição mais baixa, não tive nenhuma dificuldade com meu 1,70m. É claro que com tanque cheio e bagagem manobrá-la ou rodar em baixa velocidade não é exatamente uma situação que favoreça a tocada desta Yamaha, mas garanto que tem moto menor e mais leve que é bem pior.”




Comando do aquecedor de manoplas: tosco.

E o que não agradou Decino? Pouca coisa, e nenhuma muito importante: “Achei o barulho do motor feio assim como o motor de partida dá a impressão que a bateria está descarregada e que a moto não vai pegar. Outra cosa feia é o controle do aquecedor de manopla, que apesar de acessório original parece um genérico comprado no camelô. Outro ponto questionável é o farol, especialmente o alto, que deveria ser mais potente. Já do lado das coisas muito positivas, adorei a bolha para-brisa e os defletores, que oferecem enorme conforto e proteção. A iluminação oferecida pelos faróis auxiliares também é ótima assim como as malas laterais e as bolsas dentro delas, uma idéia ótima e que facilita a vida. No entanto o sistema de abre-fecha e do engate das bolsas à moto, de plástico, estava duro demais e precisa de lubrificação. Feito de plástico rígido, lama e chuva deixaram meio travado, difícil de operar.”



Dentro das malas há bolsas de cordura removíveis.

E quanto ao consumo, o que consegui Decino em seu trajeto 100% rodoviário? “Consegui 16 km/l rodando com garupa e sem economizar o acelerador. Acho a marca boa mesmo porque tenho o parâmetro de uma moto que tive, concorrente da Super Ténéré, a Honda XL 1000V Varadero, que nesse tipo de uso teria consumido o mesmo apesar de ter um motor menor.”



O depoimento de Decino é outro que comprova a eficiência da maxitrail da Yamaha, e tem valor especial pois vem de um profissional da oficina que considera também aspectos técnicos e de manutenção em suas considerações. E das mãos dele a Yamaha XT 1200Z Super Ténéré passou às mãos de outro colaborador bem atento, e cujo depoimento você verá aqui amanha, não perca!


Continua - (será postado amanha)
Fonte: Revista M.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Teste Yamaha XT 1200Z SUPER TÉNÉRÉ, um mês ao guidão - Parte 3




O intenso contato de Quinho Caldas com a Yamaha XT 1200Z Super Ténéré foi coroado de sucesso. A principal razão? Quinho usou a maxitrail no seu território favorito, a estrada. Tendo como destino o circuito de Curitiba, onde se desenrolaria a segunda etapa do campeonato MotoGP 1000, Quinho tirou nesta viagem uma certa má impressão que teve no seu contato inicial com a moto alvo deste UM MÊS AO GUIDÃO. De fato, foi Quinho a conduzir a grande Yamaha recém-entregue de volta à sede da empresa em Guarulhos, com o objetivo de instalar as malas laterais que acabaram sendo esquecidas na entrega.



Realmente encarar o trânsito pesado da capital paulista até Guarulhos, às instalações pioneiras da Yamaha, foi algo de traumático no que pese a razoável agilidade desta grande moto. Uma das razões estava no banco, do qual não havia sido ainda retirado o espaçador e assim, a moto que já é por sí bem alta, ficou bem incômoda para o piloto ao qual falta estatura mas sobra experiência. Na volta de Guarulhos, a supresa foi ver que mesmo com as malas a Super Ténéré não se enrosca demais nos congestionamentos, mérito das bolsas que não são exageradamente largas e do guidão, que é, e funciona como um delimitador: se passou o guidão, passa o resto.



Porém, como dito no início, foi nesta viagem de final de semana à Curitiba que Quinho pode efetivamente saborear as qualidades da aventureira. E ele conta como foi: “Saí bem cedo de São Paulo, com o clima ajudando, céu limpo e temperatura agradável. Além disso encontrei a rodovia Régis Bittencourt sem muito movimento, verdadeiro milagre atualmente. Bastaram apenas algumas dezenas de quilômetros para confirmar que a rodovia é o verdadeiro território da Super Ténéré e o mais difícil não se exceder na velocidade. Qualquer descuido leva a superar a velocidade permitida por lei, e não por pouco. Estável, esta Yamaha transmite uma impressão de segurança e solidez que leva a velocidades altas sem que se perceba.”



Tendo percorrido quase 900 quilômetros durante o final de semana, Quinho teve tempo de analisar aspectos importantes desta maxitrail: “A posição de pilotagem é, para mim, praticamente perfeita. O único senão ficou por conta da altura da bolha, uma versão opcional, maior que a que vem na moto originalmente. Apesar de bem protetiva em caso de chuva ou frio, em alta velocidade notei uma forte turbulência que gerou ruído excessivo no capacete. A solução, fácil, foi apenas encontrar a melhor altura através da regulagem que porém, exige ferramenta para tal. Algo que também me chamou a atenção foi a eficiência dos freios dianteiros. Já o freio traseiro não acompanha, sendo pouco sensível. Outro ponto que não gostei foi do exagerado ruído mecânico do motor especialmente ao ligá-lo. A rumorosidade quase passa quando o motor esquenta e o óleo circula, mas resta um motor mais barulhento do que o seria adequado. O mesmo pode ser dito sobre o consumo de combustível, que assusta um pouco mesmo se sabemos que um motor de motocicleta de 1.200 cc não pode ser exatamente econômico. Mas devo confessar que o ritmo da viagem foi muito forte, o que claramente não ajudou a obtenção de boas marcas de consumo. Um ponto que realmente não gostei fica por conta do marcador de combustível, que acaba dando alguns sustos pois, de um momento para outro, as barrinhas indicadoras despencam rapidamente, tornando a visão de qualquer posto de gasolina algo muito agradável.”



Nas mãos de Quinho a Super Ténéré bateu o recorde de consumo… negativo deste “UM MÊS AO GUIDÃO” até agora, 12 km/l cravados, Apesar disso, Quinho afirma que nunca fez um bate e volta entre SP e Curitiba de maneira tão confortável: “É incrivel, cheguei a Curitiba como se tivesse ido de SP até Campinas, ou seja, 400 km pareceram menos de 100 no lombo desta Yamaha. Voltei na sequência e o consumo me fez ficar alerta com os postos, mas confesso que não poupei o acelerador. Em ritmo de viagem mais calmo certamente ela seria mais economica, mas desconfio que não muito. Talvez 15 ou 16 km/l sejam seu melhor resultado, veremos no decorrer do teste. Porém o que se destaca dessa grande quilometragem de meu fim de semana é o tremendo conforto desta Yamaha. Gostaria mesmo de ter uma dessas pois, apesar de seu tamanho, ela é maneável, fácil de pilotar e muito equilibrada. Percebe-se que é resultado de um projeto muito cuidado e que tem o claro objetivo de desbancar a atual rainha do segmento, a BMW R 1200 GS.”


Continua - (será postado amanha)
Fonte: Revista M.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Teste Yamaha XT 1200Z SUPER TÉNÉRÉ, um mês ao guidão - Parte 2



Uma viagem de mais de 500 quilômetros nas mãos de Laner Azevedo, o piloto de testes da Revista da Moto! marcou a semana da Super Ténéré. Para Laner, esta oportunidade de rodar com a maxitrail foi um literal reencontro pois o piloto reconheceu se tratar da mesma Super Ténéré utilizada por ele em um teste publicado na edição 211 de MOTO! (julho 2012). E tal atenção gerou uma curiosidade: teria sido ela a mesma Super Ténéré usada em viagem-teste anterior, com a Kawasaki Versys 1000 e a Honda XL 700V Transalp, publicada na edição 198 de MOTO (junho/2011)? Resposta: sim.



Agora, com mais de 20 mil quilômetros no lombo, esta unidade da maxitrail da Yamaha está diferente, pois foi equipada com os acessórios que comentamos na abertura deste UM MÊS AO GUIDÃO, ou seja, quase todos que a marca oferece para o modelo (ver a Parte 1 do teste). Sinceramente, não é comum uma moto de frota de uma fábrica alcançar essa quilometragem, pois normalmente ao chegar aos dez mil, pouco mais, pouco menos, os modelos são substituídos por unidades mais novas mas… pelo visto a Yamaha confia ‘no seu taco’, e assim esta XT 1200Z vem, desde que nasceu, passando pelas mãos de toda a imprensa especializada nacional, ou seja, um uso intensivo, que permite pensar que estes 20 mil equivalem a talvez uns 60 mil km nas mãos de um único dono. Seja como for, vejamos o que Laner tem a dizer dessa velha – dele e de todos – conhecida…




A Super Ténéré, imponente, diante da matriz de São Pedro, no interior de SP

“Apesar de estar há algum tempo sem rodar com uma Super Ténéré, considero essa moto uma das que eu conheço profundamente. Mas nem por isso neste ‘reencontro’ deixei de me assustar pelo tamanho. Porém, mesmo grandona, é uma motocicleta prazerosa de se pilotar, sobretudo fora do ambiente urbano. Ela é fácil de se conduzir e é preciso pouco tempo para se acostumar com ela. Apenas nas manobras em baixa velocidade, em virtude do seu peso e da concentração de massa na parte alta por conta do enorme tanque, ela pede um pouco mais de atenção e ‘respeito’. O banco com a regulagem mais baixa ajuda muito a evitar problemas em manobrinhas em baixa velocidade, críticas especialmente para quem não é alto! Um ponto alto do modelo é certamente o conforto. Os banco é bom, amplo e as pedaleiras permitem que as pernas fiquem esticadas e, por consequência, mais relaxadas. E com o banco no posicionamento mais alto isso fica ainda melhor.O guidão poderia ser um pouco mais próximo ao piloto, mas mesmo assim, tem uma boa altura, permitindo que os braços também fiquem relaxados e colaborando inclusive, na pilotagem em pé quando se roda na terra.”




As malas, opcional de fábrica altamente recomendável

Como mencionamos, a unidade testada é um “catálogo” dos acessórios opcionais originais da Yamaha, e Laner comenta: “A viagem noturna que fiz foi menos cansativa para olhos graças aos faróis auxiliares, muito bons e bem posicionados. As malas laterais são ótimas, tanto pelo tamanho, quanto pelo sistema de engate e até mesmo pela forma em que estão posicionadas na moto, sem deixá-la muito mais larga que o guidão o que ajuda na hora de circular entre os caros. As bolsas internas de cordura tornam a vida bem mais fáci. A bolha e os defletores  funcionam muito bem. Com o parabrisa original, menor e mais estreito, me lembro que a proteção era eficaz, mas assim, com a bolha maior, está muito melhor. Quanto aos itens de série, tudo funciona a contento. A crítica fica por conta da falta de um indicador de autonomia no painel, algo que ajuda bastante quando a moto entra na reserva. Um aspecto prático muito relevante nesse tipo de moto é a capacidade de carga. E na ’Super’ não só as malas são legais como o bagageiro na rabeta é bastante funcional. Ele é amplo, tem bons pontos para amarração. As alças do garupa, nele integrado, também ajudam a fixar eventuais bagagens. E é importante lembrar que este modelo tem um plano de carga sob o banco do garupa, que se retirado, torna o espaço muito mais aproveitável.”




Faróis auxiliares, ótimos. O protetor de fáróis é outro opcional.

Ao comentar sobre o motor, as palavras elogiosas de Laner para esta Yamaha mudam um pouco de tom: “O fato de ter pilotado recentemente a nova BMW R 1200 GS serviu para que eu pudesse comparar os modelos e perceber que essa grande Yamaha talvez precisasse ganhar uns cavalinhos se quiser fazer frente a concorrente alemã recentemente renovada, cujas respostas são mais fortes em todas as situações. Apesar da capacidade cúbica generosa e de se tratar de um motor de dois cilindros que teoricamente é uma concepção que privilegia o torque em baixa, o bicilíndrico da Super Ténéré me pareceu um tanto preguiçoso para subir de giros. O tão falado virabrequim ‘cross-plane’, que visa tornar a entrega de potência mais linear, parece ter penalizado a força da moto nestes regimes baixos. O motor parece funcionar mais ‘quadrado’. Essa característica fica ainda mais evidente quando se está utilizando o controle de tração no modo mais invasivo. Mesmo em piso de boa aderência e em acelerações não tão abruptas, ele atua cedo demais, tornando as respostas apenas razoáveis. Por outro lado, na terra o funcionamento se mostrou bastante adequado, restringindo de maneira suave, sem grandes cortes na ignição que fazem a moto parecer “falhar” quando o sistema entra em ação. Por conta disso, utilizei em boa parte da avaliação o controle de tração apenas na terra. Quando voltava ao asfalto, o desligava. O chato é que o botão que faz esta operação é minúsculo e mal posicionado, na lateral esquerda do painel. O motor também tem  ruídos mecânicos elevados, incômodos. Já quanto ao calor nas pernas, só quando a ventoinha liga é que ele aparece, do lado esquerdo, onde está o radiador.”




A transmissão final por cardã: ponto alto

Uma importante característica desta Yamaha é ter, como a grande concorrente da BMW, a transmissão final por eixo cardã. E Laner comenta:  ”O funcionamento do câmbio é suave e as marchas bem escalonadas, aproveitando o razoável torque do motor. Para se ter uma ideia, em última marcha dá para manter a velocidade de 120 km/h a apenas 3.700 rpm, metade da faixa de rotação útil. Já o funcionamento da transmissão secundária é exemplar, sendo não só mais suave como também bem mais silencioso que o da adversária BMW R 1200 GS. Ponto para a Yamaha! As suspensões tanto no asfalto quanto na terra se mostraram muito boas, bem calibradas e progressivas, funcionando de forma suave. Mesmo carregada, ela suportou buracos e pequenos saltos na pilotagem off-road. Todavia,  como era de se esperar, a Super Teenéré é uma moto cujas reações são um tanto quanto lentas, exigindo uma pilotagem mais atenta, que as vezes exige o contra-esterço e a ajuda das pernas junto ao tanque para conseguir fazê-la mudar de direção de forma rápida. Seu desempenho em curvas é bom para uma moto de seu porte, mas se comparada à BMW R 1200 GS ela fica devendo. Em algumas situações é preciso realmente forçá-la para inclinar, já que sua tendência em entradas de curva é permanecer em pé. Já a estabilidade no centro da curva é firme e sem oscilações. Um ponto positivo vem dos freios, muito bons. Não só poderosos, capazes parar uma moto que é imensa e pesada em espaços realmente curtos, eles se mostraram bastante progressivos e sem dar sinais de fadiga precoce. Por serem bem dimensionados, a suposta tendência ao travamento dificilmente acontece, o que faz esquecer que existe ABS, já que ele parece atuar bem menos que em outras motocicletas. O sistema de ABS me surpreendeu no asfalto e também na terra. Ao contrário do que se poderia imaginar, nas incursões fora de estrada o sistema atua muito bem, Um ponto ruim, porém, é não poder ser desligado.”

O que conclui Laner destes dias de Super Ténéré? Vejamos: Acho esta Yamaha uma moto muito boa. Permite pilotar por horas a fio sem causar grande cansaço. O fato de acelerar e frear bem, permite ultrapassagens mais seguras e também lhe dá um comportamento divertido na estrada. Em um eventual uso na terra achei esta Yamaha superior a concorrência alemã. Pilotar em pé na pedaleira é fácil, pois o guidão é alto e a largura da moto, não é exagerada. O maior agente limitador são os pneus, claramente orientados para uma utilização on-road. Porfim, na cidade ela exige uma boa dose de cuidado e habilidade, principalmente para circular, com o tanque cheio, entre os carros. Como disse no início, conheço a Super Ténéré profundamente, e gosto bastante dela.”

Continua - Parte 3 (será postado amanha)
Fonte: Revista M.

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