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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Juízes declaram apoio a lei que retira impostos de itens de segurança para motociclistas!


Associação de Magistrados realiza abaixo-assinado em favor da PEC 210/2012 durante encontro em Brasília

A AMB (Associação de Magistrados Brasileiros) iniciou campanha para a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 210/2012, que concede imunidade tributária a equipamentos de segurança para motociclistas. O projeto foi apresentado em agosto do ano passado pelo deputado federal Severino Ninho (PSB-PE) e está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados.

Membros da AMB que estão no encontro de motociclistas Brasília MotoCapital, que vai até este domingo (28) na capital federal, começaram a colher assinaturas em favor da proposta e pretendem entregar um abaixo-assinado a deputados e senadores para convencê-los a aprovar a isenção. “A PEC precisa ser defendida porque é definitiva, mudando a Constituição e criando a imunidade tributária sem possibilidade de isso ser alterado futuramente. O projeto vai facilitar o acesso de todos os motociclistas a esse tipo de equipamento, cujo preço hoje é proibitivo, e também cria-se a cultura de que ele é fundamental para quem anda de moto”, diz Roberto Bacellar, diretor da Escola Nacional de Magistratura e um dos organizadores do abaixo-assinado, em entrevista a Duas Rodas.

Bacellar, que é motociclista e magistrado no Paraná, alega que o acesso aos equipamentos aumentaria a segurança dos pilotos e garupas e geraria uma economia à saúde pública, pois muitas fraturas e lesões poderiam ser evitadas com o vestuário adequado. Os magistrados também entendem que essa imunidade deva ser estendida a equipamentos da moto, como o ABS, ponto que não está esclarecido no projeto. “Imaginamos que todos os equipamentos necessários a proteger o motociclista e a população em geral, não apenas de vestuário, precisam dessa redução no valor que seria causada pela imunidade tributária”, opina Bacellar.

Hoje, o texto do projeto cita apenas o termo “equipamentos de segurança” para motociclistas, sem especificar quais seriam esses itens – o único citado nominalmente é o airbag, como “bolsa de ar”. “A imunidade tributária veda a incidência de impostos, o que acarretará a diminuição dos preços desses equipamentos, facilitando a aquisição deles pelos motociclistas”, acrescenta o texto da PEC. Entrevistado por Duas Rodas em novembro do ano passado, o deputado Severino Ninho, autor do projeto, disse que a proposta visa “reduzir a consequência dos acidentes, tanto para a vítima quanto para o governo, que tem esse custo no atendimento médico e no INSS. Mesmo se o governo subsidiar parte do custo desses equipamentos, ainda assim será vantajoso.”



Não à obrigatoriedade

O magistrado afirma também que as propostas que cobram obrigatoriedade desses mesmos itens – como é o caso do projeto de lei do Senado 404/2012, que estipula a obrigatoriedade do airbag para todos os motociclistas – não contam com a aprovação da AMB. “Se obrigar, você não forma a cultura da importância, fica com cara de que veio de cima para baixo. Isso vai contra a própria filosofia do motociclista, que prega a liberdade. E esse projeto do airbag, por exemplo, prevê a isenção de alguns tributos num período de cinco anos. Mas e depois? Vai aumentar o preço novamente e ficar inacessível a muitos motociclistas. É preciso estabelecer a imunidade tributária, sem obrigatoriedade de uso; se você analisar os países onde os equipamentos são baratos, todo mundo os utiliza”, analisa Bacellar.

A AMB continua colhendo a assinatura dos motociclistas favoráveis à proposta no Brasília MotoCapital. A ideia é que o abaixo-assinado seja levado a outros eventos, como o Salão Duas Rodas, entre 8 e 13 de outubro em São Paulo (SP). “Nós [juízes] temos que nos posicionar em favor de propostas que contribuem com a sociedade. Por meio dessas assinaturas, podemos convencer os líderes de partido e parlamentares em geral que essa é uma demanda que interessa a todos os motociclistas do Brasil.”

Fonte: Revista Duas Rodas

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Universidade desenvolve capacete com cortiça




A ideia de aproveitar a ‘pele’ do sobreiro para reforçar a segurança da cabeça de quem anda de moto pertence um grupo de investigadores da Universidade de Aveiro (UA). A equipa de Ricardo Sousa, professor do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM), verificou que, teste após teste, em relação à esferovite usada em exclusivo por todos os fabricantes mundiais de capacete, a cortiça não só tem maior capacidade para absorver um impacto como mantém essa característica intacta no caso de o motociclista sofrer na cabeça múltiplas pancadas.

“Os revestimentos interiores dos capacetes, que servem para absorver a energia em caso de impacto, são hoje feitos quase exclusivamente em esferovite”, diz Ricardo Sousa. “Este material, tem a vantagem de ser barato e leve mas tem uma grande desvantagem: quando sofre um primeiro impacto, deforma-se permanentemente, perdendo capacidade de absorção de energia. Assim, num eventual segundo impacto, o motociclista fica à mercê da sorte.”

Já o revestimento da UA, aponta Ricardo Sousa, “não só absorve muito melhor o impacto do que a esferovite pura, como mantém a capacidade de absorver impactos mesmo quando ocorrem vários seguidos”. A prova disso, empiricamente falando, “vê-se numa rolha de champanhe que, apesar de poder estar anos e anos comprimida no gargalo de uma garrafa, recupera praticamente a forma inicial assim que a bebida é aberta”.



“Por causa das legislações, a camada interna de esferovite tem vindo a aumentar ao longo dos anos. O resultado disso são capacetes cada vez maiores o que, esteticamente, não é muito agradável” diz Ricardo Sousa, também ele motociclista. Assim, o problema de tamanho que não se coloca com o projeto da UA já que a cortiça absorve mais energia de impacto que uma mesma quantidade de esferovite.

“Neste momento, depois de vários testes com diferentes associações entre esferovite e cortiça, existe já uma solução estudada e patenteada”, aponta o investigador. “É um híbrido”, descreve o responsável: “Trata-se de excertos de micro aglomerado de cortiça inseridos numa matriz de esferovite com as distâncias e tamanhos dos dois materiais devidamente estudados”.



A solução da UA para o revestimento dos capacetes pode torná-los mais caros. Mas a equipa de Ricardo Sousa está a pensar o quão vantajosa a proteção extra pode ser para capacetes de alta performance “em que o preço não é importante”:  Motociclismo, competições automobilísticas, ciclismo e hipismo são alguns dos desportos onde o capacete da UA pode vir a ser utilizado. A cabeça dos militares pode igualmente beneficiar da investigação do DEM.

“A partir do momento em que este material ficou afinado está disponível para ser aplicado a qualquer tipo de proteção, seja para a cabeça, seja para outra parte de corpo”, afirma Ricardo Sousa.



Fonte: Motociclismo.pt

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Capacete Revolucionário com comando de voz e computador de bordo, GPS...



A Live Map, empresa da Rússia, revelou imagens do seu novo conceito de capacete. O grande diferencial é a sua capacidade de projetar imagens na viseira para auxiliar o piloto. Seu funcionamento lembra o do Google Glass, ele recebe comandos de voz, fala e projeta mapas e informações como velocidade e temperatura.

Antes de você pensar que isso tira a concentração do motociclista, vamos explicar como funciona esta ferramenta. A forma como as imagens aparecem são ajustadas automaticamente através de sensores. Se tiver muita luz ambiente a luminosidade da projeção aumenta e se tiver pouca ela reduz, sempre mantendo certo grau de transparência.



Além disso, de acordo com a empresa, as imagens nunca interferem na condução. Sempre fica um campo de visão livre. Quando a velocidade é muito baixa, o condutor pode pedir para o capacete mostrar imagens maiores, como um mapa, por exemplo.

A bateria terá duração de 8 horas e o peso é de apenas 1,4 kg. Outras funções como intercomunicador por Bluetooth e uma câmera de 13 MP para filmar e fotografar podem ser embutidos no produto final.




O projeto ainda está em desenvolvimento, no entanto, já está disponível para pré-encomenda por US$ 1500.

 Fonte:  Motociclismo Terra
Redação Julio Rosenfeld

domingo, 15 de maio de 2011

Vision R, o novo capacete da Shark



O capacete que promete aumentar o campo de visão do piloto





O desenvolvimento de capacetes com visibilidade ampla é uma preocupação constante das fabricantes e hoje há até capacetes com visão traseira para aumentar a segurança durante a pilotagem. Mas a novidade apresentada pela Shark é mais simples. Trata-se do modelo Vision R que, segundo a fabricante, garante um campo de visão 10% maior na horizontal e 25% maior na vertical proporcionando uma visão panorâmica mantendo a mesma capacidade de resistência e absorvição de impactos.
O Shark Vision R vem equipado com viseira anti-risco, dispositivo lateral anti-neblina, ventilação otimizada, viseira remoção rápida e interior lavável. Fabricado por injeção de plástico, o capacete pesa 1.450 gr e será comercializado inicialmente na Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Estados Unidos. Ainda não há preço sugerido pela fabricante.



Fonte: www.revistaduasrodas.com.br

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